14 de set. de 2013
7 de set. de 2013
Tempo
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Não digo que morrer pode ser evitado,
de maneira nenhuma, mas o tempo é uma divina maldição dada aos homens, mas
mesmo sendo ruim tem seu lado bom, é como uma taça de vinho envenenado que
mesmo te matando ainda assim sacia sua sede.
O tempo não pode ser controlado,
afinal ele controla tudo, por isso sempre achei a ideia de liberdade uma das
maiores mentiras já contada, pois não há como ser livre se somos escravos do
tempo, tempo pra viver tempo pra morrer. Isso define tudo que seremos em vida,
se seremos senhores do tempo ou escravos dele.
6 de set. de 2013
Quatro Dias
Está
muito frio lá fora, já faz quatro dias e ainda não consegui dormir, aos poucos
estou perdendo a consciência do que é real. Tá frio aqui dentro também, o
silencio tem um barulho perturbador depois de certo tempo. Agora escuto vozes,
mas não entendo as palavras, não sei o que querem, nem se são reais, elas são
um alivio, me distraem, quando elas param eu escuto muitas coisas, pingos d’água da torneira mal fechada no fim do corredor, passos de insetos por menores
que sejam bater de asas da mariposa que procura pela luz mesmo estando tudo
escuro, a comida sendo digerida no meu corpo, mas o som que tento evitar não
sai da minha cabeça, o som do meu cérebro chacoalhando dentro do meu crânio
enquanto produz pensamentos e me bombardeia com a falta de coerência da vida,
me fazendo pensar cada minuto a mais.
Nunca houve nada além de mim e meus pensamentos, o
mundo não era real a vida não era real, só existia eu!
30 de ago. de 2013
Vinho e Sangue (conto)
Escutai todos atentos em minhas
palavras porque nunca foram ditas e pelo arder do sangue em minhas veias que
queima como o gosto do rum na garganta e o vinho nos lábios, elas jamais serão
repetidas, ouçam a vida de um homem de boa índole e caráter invejável embora hoje
bêbado e moribundo.
Esse corpo cicatrizado e sujo enrolado
em trapos já se vestiram do mais nobre tecido, minha cabeça queimada de sol já ostentou
belos chapéus. A história de um homem enganado cuja alma jaz do demônio.
Eu era um lorde rico, minha fortuna
era bem maior que todo ouro sonhado por todos vocês em todos os seus sonhos de
luxuria, era casado com uma bela mulher que de tão linda era capaz de amolecer
até o coração mais duro e despertar sentimentos até no mais bruto dos homens,
mas deixei-me corromper quando conheci uma mulher misteriosa e linda que me fez
perder a cabeça em noites fervorosas às escondidas regadas de vinho e suor do
calor de nossos corpos, após conhecê-la nada mais me saciava. Minha esposa eu
já nem olhava mais nos olhos e meus tesouros parecia um amontoado de pedras sem
utilidade, a mulher me convencera a deixar minha esposa e dar seu lugar a ela,
inebriado pela voz doce e seu olhar negro sem pensar fui fazer o que ela me
pedira, porem minha esposa e eu discutimos porque ela se recusava a me deixar
sem motivos, no meio da briga lhe dei um golpe na cabeça com a taça de metal
que em minha mão estava, demorei um pouco ao vê-la caindo se debatendo e depois
não se mexendo mais. Estava morta, aos poucos sua cor se esbranquiçava e seu
corpo enrijecia seu calor não era mais possível sentir, deitei-me ao seu lado
sem saber o que eu iria fazer. Chamei um medico de minha confiança o qual
dissera que ela estava gravida e me aconselhou fugir e foi o que eu fiz, mas
antes fui chamar a mulher cuja minha alma se perdera após conhecê-la, porem ela
agora se recusava a vir comigo provando que seu interesse sempre foi minha
fortuna e somente saciar seu desejo de luxuria.
Vaguei por cidades, passei fome e
dormir em meio ao relento pra pagar meus pecados sempre me encharcando com
bebida e mulheres tentando apagar a culpa e o sangue inocente de minhas mãos
hoje eu estou aqui sentindo o hálito fétido da morte que me acompanha onde quer
que eu vá...
—Já ouvi o bastante! Disse um jovem
que se levantava com os olhos escuros de ódio sacando uma arma de sua cintura e
virando o ultimo gole de vinho da sua taça.
—Eu não conheço você, mas já vi esses
olhos antes. Disse o velho moribundo antes de ser atingido no peito pela bala
da arma que seu filho renegado carregou por todos esses anos a espera de
encontrar seu pai o homem que o fazia ter ódio da própria vida, a qual logo
chegou ao fim pelas suas próprias mãos.
Estava agora juntos sem vida dois
corpos no chão, o sangue dos dois se misturavam ao vinho derramado.
29 de ago. de 2013
Mente ébria
A vida é
feita de momentos, de sons, historias, palavras, coisas boas e más. Contudo a
vida é feita de ocasiões sejam eles felizes ou infelizes programados ou
acidentais, esperados ou inesperados. O primeiro beijo ou ultimo, a primeira
vez que vimos à pessoa quem amamos ou o fatídico dia em que tivemos que nos
despedir, o dia em que nascemos ou o dia em que morremos. Um minuto atrás ou
uma vida toda pela frente, querer voltar no tempo, avançar ou para-lo se
possível. A incerteza do futuro, o arrependimento do passado.
A vida é feita de fatores, causas, opções...
A vida é feita de escolhas. Saiba usar o trunfo que o sistema de ocasiões sem
programação que é a vida nos oferece que é o poder de fazermos o que queremos.
O que é o arrependimento senão uma condição preestabelecida pela nossa razão
–ou a falta dela- do bem estar alheio, o arrependimento nada mais é do que você
querer voltar atrás somente para tornar a vida de um terceiro indivíduo mais
confortável no seu ponto de vista. Nada é programado tudo acontece sem ser
esperado e assim deve ser. Quem inventou que deveríamos pensar um segundo a
frente quem disse que seria melhor que começássemos a planejar nosso futuro de
agora? Iremos morrer e nem nos damos conta que a metade do que nós planejamos
ficou pra trás simplesmente porque não somos nós que criamos o evento futuro
para que aconteça o que queremos e se por acaso acontecer você simplesmente
antecipou algo que viu que a ocasião permitiu se você previu que ia acontecer,
eu digo que você não previu coisa alguma se os eventos pudessem ser
controlados, se as ocasiões pudessem ser previstas, as previsões seriam também
previstas.
Cada segundo esta acontecendo
instantaneamente mesmo com a ocasião permitindo que nós nos enganemos achando
que já estaria nos planos o segundo seguinte, a cada letra que escrevo não sei
ainda o que escreverei cada letra surge no papel sem um sentido aparente, mas o
acontecimento permite que eu saiba o
significado de cada segundo depois que ele acontece esse exemplo me fascina, eu
estou aqui escrevendo letra por letra não por que eu sei que formarei uma
palavra ou frase que já está determinada em minha mente, mas sim porque esse
evento teria que acontecer ou não, simplesmente se acontecer como acontece
seguiria um curso natural de um roteiro nunca escrito e uma ordem aleatória de
eventos em cadeia que acontecem sem ser criados ou esperados, simplesmente
surgem e continuam fluindo como se fossem e voltassem, como se nossa percepção
fosse mais lenta que a ocasião do evento em questão como se o evento ocorresse
antes que percebêssemos e só depois
conseguíssemos executar o que aconteceu então tudo não passa de uma percepção
do que se passa mesmo sem se passar nada e do que ocorre mesmo sem ocorrer
nada.
Isso é a vida... Uma serie de nada
acontecendo enquanto acontece tudo antes de acontecer a percepção de ser quem
somos mesmo sem sermos ninguém porque simplesmente não podemos ver além do que
nos é permitido ver. O passado é o que achamos que aconteceu o que acreditamos
ter vivido mesmo sem termos saído do lugar desde que nascemos se é que nascemos
se é que existimos, o presente é o produtor dessas ocasiões que acreditamos
estar acontecendo porque queremos que aconteça se é que algo está acontecendo,
e o futuro não existe por que não existe presente para produzir ocasiões que
parecem ser o passado que nunca ouve que parece ser uma vida que nunca existiu
que parece ter acontecido o que nunca aconteceu. Que fez você estar aqui mesmo
sem estar em lugar algum. Afinal, nada existe só a incerteza de que existe algo
realmente.
28 de ago. de 2013
Hoje sem vida
Andando a luz da lua
Uma voz suave e nua
Como um pássaro que canta
Uma canção que é só sua.
Vejo mais de perto tamanho esplendor
Com curvas desenhadas
Da maneira mais delicada
Que impressionava até os olhos do seu próprio Criador
Hoje sem vida...
Pele branca, pálida hoje sem vida.
Olhos negros, trevas agora perdida.
Boca vermelha, beleza angelical.
Se não fosse pela sua condição Infernal.
De estar morta mesmo estando viva.
Uma voz suave e nua
Como um pássaro que canta
Uma canção que é só sua.
Vejo mais de perto tamanho esplendor
Com curvas desenhadas
Da maneira mais delicada
Que impressionava até os olhos do seu próprio Criador
Hoje sem vida...
Pele branca, pálida hoje sem vida.
Olhos negros, trevas agora perdida.
Boca vermelha, beleza angelical.
Se não fosse pela sua condição Infernal.
De estar morta mesmo estando viva.
Hora da ira
Hora da ira!
Na falha a navalha espelha
Reflexo da face que caça
Com corte da morte nos pulsos se espalha
Como chama em palha o sangue escapa
Desliza no rosto marcado, a lágrima pinga na lâmina.
Hora da ira!
Na vida vivida sofrida
Ferida que não cicatriza
Amarga lembrança pensada
Tristes noites mal dormidas
Pulsos agora coloridos de uma cor vermelha viva
Hora da ira!
Escravo marcado a ferro
A fera agora se ira contra quem o feria
A lâmina corta majestosa, escutam-se gritos e vozes dolorosas.
E antes quem chorava fere com alegria.
Os chicotes se calaram!
O liquido vermelho vivo agora em vermelho morto
Escorre na vala levando com sigo as velas acesas que agora cortejam quem antes matava!
Na falha a navalha espelha
Reflexo da face que caça
Com corte da morte nos pulsos se espalha
Como chama em palha o sangue escapa
Desliza no rosto marcado, a lágrima pinga na lâmina.
Hora da ira!
Na vida vivida sofrida
Ferida que não cicatriza
Amarga lembrança pensada
Tristes noites mal dormidas
Pulsos agora coloridos de uma cor vermelha viva
Hora da ira!
Escravo marcado a ferro
A fera agora se ira contra quem o feria
A lâmina corta majestosa, escutam-se gritos e vozes dolorosas.
E antes quem chorava fere com alegria.
Os chicotes se calaram!
O liquido vermelho vivo agora em vermelho morto
Escorre na vala levando com sigo as velas acesas que agora cortejam quem antes matava!
Explicando o amor
Amor é como uma ideia sem cabimento, mas que deu certo em algum momento porque alguém imaginou que seria bonito gostar de alguém como ninguém nunca gostou e que provavelmente morreu sem ter amado ou pelo menos não tentou, deve ter visto sua ideia falhando quando foi colocada em pratica, pois ninguém consegue gostar de ninguém dessa maneira magica, porém há diversas pessoas que dizem já ter amado só que não se pode provar algo que nem mesmo pode ser explicado já eu discordo de tudo e preciso deixar bem claro que o fato de eu não acreditar no amor não é porque nunca fui amado. Vamos à explicação do meu nobre pensamento e pra ser objetivo vou logo ao fundamento que diz que o amor é o mais lindo sentimento o que na teoria é legal, mas não é assim o seu funcionamento... Diz assim “O amor deve ser dado sem pedir nada em troca” O que jamais daria certo, pois ao dar o tal amor queremos recebe-lo de volta.
Um quarto em uma casa na chuva.
Ontem a noite ao procurar um lugar para me abrigar da chuva
entrei numa casa que todos nós da vizinhança sabíamos que estava abandonada a muito tempo, entrei meio cismado, mas estava chovendo muito lá fora e eu precisava de um abrigo.
A porta velha de madeira quebradiça, e comida pelos cupins, o chão também de madeira rangente forrava todo aquele local, curioso como sempre fui resolvi entrar em um quarto que estava com as portas entreaberta, entrei como quem invadisse um sepulcro de alguém pois sabia que ali não era meu lugar, um guarda roupas velho ali no canto me diz algo sobre o morador ,velho, sozinho e ao que me parece não tinha mais motivos para sorrir.
A porta velha de madeira quebradiça, e comida pelos cupins, o chão também de madeira rangente forrava todo aquele local, curioso como sempre fui resolvi entrar em um quarto que estava com as portas entreaberta, entrei como quem invadisse um sepulcro de alguém pois sabia que ali não era meu lugar, um guarda roupas velho ali no canto me diz algo sobre o morador ,velho, sozinho e ao que me parece não tinha mais motivos para sorrir.
As roupas corroída pelas traças...Roupas pretas sem cores, como se vivesse em um luto eterno de si mesmo pois talvez seu corpo estivesse ali mais sua alma já implorava para ser liberta. Foi ai que me dei conta do porque ele faria aquilo... Não deve ser nada fácil viver só em uma luta constante entre você e você mesmo... Lá estava a corda amarrada na parte mais alta do teto com a ponta em forma de laço suja de sangue.
A chuva parou,vou embora agora.
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